Quando uma criança pode começar a aprender robótica? Quando um adolescente ou adulto está velho demais para estudar novos assuntos?

Essas são perguntas muito comuns — principalmente entre pais e interessados em robótica — e devemos ficar atentos a esse tema, pois cada fase do desenvolvimento necessita de uma atenção especial na educação e na vida prática.

Jean Piaget em Ann Arbor

Imagem: Reprodução/University of Michigan

Um dos maiores nomes no estudo do desenvolvimento humano foi o psicólogo e biólogo suíço Jean Piaget que, entre outras coisas, teorizou-o em fases: sensório motor (0 a 2 anos de idade), pré-operatório (2 a 6 anos de idade), operatório concreto (7 a 12 anos de idade) e operatório formal (a partir dos 12 anos).

A robótica pode ser útil já no final da primeira fase, quando as crianças estão no nível 1 do ensino infantil, geralmente em creches. Ali, a robótica tem o foco tanto nas habilidades motoras das crianças quanto em sua conscientização no reconhecimento de peças, formas e cores para a montagem dos projetos.

Nessa fase, para Piaget, o aprendizado ocorre com estímulos em todos os sentidos e também na atividade psicomotora.

Nesse estágio, a criança realiza experimentos como um verdadeiro cientista em um mundo alienígena, descobrindo desde a gravidade até como seu próprio corpo deve ser usado nesse novo mundo.

Isso lembra muito um filme de ficção científica, não é?

No estágio pré-operatório, ainda no ensino infantil, a criança começa a desenvolver um pensamento de classificação, onde a robótica pode auxiliar, tendo em vista que essa habilidade é trabalhada no uso de peças diferentes (em cor e formato).

Crianças utilizam lego durante a robótica educacional.

Também nessa fase, o raciocínio é trabalhado pela montagem de robôs, dando vazão para o pensamento lógico e a criatividade aflorarem.

E aí? Seus pequenos já estudam robótica? Como vocês viram a influência dela no desenvolvimento?

Em um próximo texto, veremos as contribuições da robótica nas outras duas fases de desenvolvimento de Piaget.

Igor Chacon, Psicólogo da Robô Ciência — CRP 17/2240

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