O cérebro possui a capacidade de se moldar, de se reorganizar e se adaptar de acordo com os estímulos ambientais oferecidos, sejam estímulos audiovisuais, biomecânicos, etc. Esse processo chama-se de plasticidade neural — ou neuroplasticidade — e dá origem a novas sinapses cerebrais que desenvolvem a aprendizagem do indivíduo, possibilitando a construção de novos conhecimentos.

É importante ressaltar que compete ao professor o papel de mediador dos conhecimentos em sala de aula, realizando as possíveis adequações necessárias diante das limitações percebidas no ambiente escolar.

A neurociência possibilita ao docente a reestruturação de sua prática pedagógica a partir do entendimento do funcionamento cerebral, resultando, desta forma, na utilização de conhecimentos teóricos e prático-pedagógicos. Nesse contexto, irá promover a estimulação cognitiva adequada dos alunos em sala de aula aperfeiçoando sua atuação.

Aluno segura robô feito de Lego durante aula da Robô Ciência.

Imagem: Robô Ciência

Além disso, o conhecimento do funcionamento cerebral permite ao professor compreender como acontece o processo ensino-aprendizagem com seu aluno, para depois realizar adequadamente as intervenções pedagógicas quando estas forem necessárias, sempre de uma forma que tenha significado para o aluno.

A base principal da neuroeducação é acrescentar o conhecimento sobre a funcionalidade do cérebro em prol da criação de várias estratégias educativas que facilitem a aprendizagem. Caso essas estratégias sejam aplicadas adequadamente e utilizadas de forma significativa, proporcionarão um aumento do aproveitamento escolar da criança.

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Sobre o(a) autor(a): Geórgia Soares

Pós-doutora em Neurofisiologia e coordenadora de pesquisa da Robô Ciência

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